domingo, 31 de outubro de 2010


Gosto do som da minha voz, do amargo da minha dor e do colorido da minha alegria, gosto do sentido das minhas palavras e mesmo que as coisas aqui dentro e aí fora estejam meio fora do lugar ainda assim consigo me achar...
Gosto da pessoa que me tornei, das minhas nuances e meandros, das minhas particularidades e da minha complexidade...
E ao mesmo tempo olho a minha volta e me sinto num deserto, estou cercada por miragens, às vezes me olho no espelho e não vejo ninguém...estou sumindo a cada dia, estou me desconstruindo a cada dia, estou renascendo a cada dia...
nessa tela, eu sou apenas palavras, só palavras, mas cada uma delas é um pedacinho meu, uma metade arrancada, rasgada e amputada de mim...